O vereador Paulo Haddad (PSD), presidente da Comissão Permanen25te de Política Social e Saúde de Câmara Municipal, protocolou Projeto de Lei para instituir em Campinas a Política Municipal de Atenção e Cuidados às Mulheres Portadoras de Lipedema – doença crônica que afeta de oito a nove milhões de mulheres do Brasil. O objetivo da proposta é promover diagnóstico precoce, tratamento adequado e ações de conscientização sobre essa condição ainda pouco conhecida.
“O lipedema é uma doença crônica que afeta predominantemente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo anormal e desproporcional de gordura, principalmente nas pernas e, às vezes, nos braços. Não é gordura comum nem simples obesidade. A principal diferença é que esse tipo de gordura costuma causar dor, sensibilidade, inchaço e hematomas. A ausência de informação e de políticas públicas específicas contribui para o diagnóstico tardio e para o agravamento do quadro clínico”, destaca Paulo Haddad, que também é médico e dentista,
Dessa forma, a propositura busca assegurar maior efetividade às ações de saúde pública, promovendo atendimento integral, humanizado e multidisciplinar às mulheres acometidas pela doença. Para isso, a política municipal deverá garantir o acesso ao diagnóstico precoce e tratamento adequado, e assegurar o acesso à rede de atenção básica e especializada – com a finalidade de manter o acompanhamento do tratamento dos portadores.
“Também deverão ser promovidas campanhas de conscientização sobre o lipedema, consequências e formas de prevenção, e ser incentivada a capacitação de profissionais de saúde da rede municipal para identificação e manejo da doença. A política municipal deverá, ainda, estimular a pesquisa científica e programas de capacitação relacionados ao lipedema e, por fim, garantir a atenção integral à saúde física e emocional das mulheres portadoras” pontua Paulo Haddad.
Para garantir essa atenção integral, a Política Municipal de Atenção e Cuidados às Mulheres Portadoras de Lipedema prevê também o incentivo à integração entre serviços de saúde, associações de pacientes e sociedade civil para suporte e acompanhamento.
“Estamos falando de uma condição causada por uma predisposição genética combinada a fatores hormonais, que desencadeiam um acúmulo anormal e inflamatório de gordura, mas que muitas vezes, por ignorância e preconceito, acaba ficando sem tratamento e causando dores físicas e emocionais para milhões de mulheres. É crucial ter uma política municipal para tratar desta questão e, especialmente, informar as pessoas e oferecer tratamento, que envolve mudanças no estilo de vida, terapias compressivas, remédios e, em alguns casos específicos, lipoaspiração”, conclui Haddad.
Para se tornar lei, a proposição precisa ser aprovada em duas votações no plenário (legalidade e mérito) e ser sancionada pelo prefeito.